"Ao invés de privar uma criança com Síndrome de Down de encarar desafios, ajude-a a vence-los!"
Servir & Nutrir

Conheça a dieta e estímulos ideais para crianças com deficiência intelectual e/ou Síndrome de Down

21 de jan, 2016 - Postado por Juliana Avella

Hoje estamos aqui para falar sobre crianças mais do que especiais.

Àquelas com deficiência intelectual e/ou Síndrome de Down.

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Segundo o Movimento Down, uma estimativa pode ser levantada com base na relação de 1 para cada 700 nascimentos, levando-se em conta toda a população brasileira. Ou seja, segundo esta conta, cerca de 270 mil pessoas no Brasil teriam síndrome de Down.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a organização nacional National Down Syndrome Society (NDSS) informa que a taxa de nascimentos de 1 para cada 691 bebês, o que equivale a uma população de cerca de 400 mil pessoas.

Existem ainda muitos paradigmas e pensamentos equivocados quanto as características e condições destas crianças e para falarmos sobre estes pontos, com olhar sublime da Antroposofia, convidei nossos consultores, o pediatra Dr. Aranha e o odontopediatra Dr. Alexandre Rabboni para nos explicar mais a fundo, quais são as particularidades destas crianças em relação ao seu desenvolvimento físico e cognitivo, auxiliando assim, pais e cuidadores, em como ofertar alimentação e estímulos adequados para seu melhor desenvolvimento.

O primeiro ponto que deve ficar claro em relação a criança com Síndrome de Down, é que tudo vai depender da – penetrância da síndrome – como costumamos chamar. Ou seja, há crianças com os sintomas mais acentuados e mais graves e outras com sinais mais brandos, às vezes até difíceis de diferenciar esta alteração cromossômica. Sendo assim, é muito difícil prever exatamente como esta criança se desenvolverá no futuro. – esclarece o pediatra Dr. Aranha

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Uma criança que chega ao mundo é sempre especial, claro que portadores de síndromes ou deficiências exigem um entendimento maior em seus cuidados para que seu desenvolvimento transcorra da melhor maneira possível, de acordo com as condições físicas e intelectuais de cada criança, mas isso vale também para crianças “ditas normais”. 

“Para TODAS as crianças, a quantidade de estímulos oferecidos devem estar de acordo com a idade, a capacidade e o perfil de cada uma em sua individualidade, portanto, estímulos excessivos para um maior aprendizado ou alfabetização podem ser muito prejudiciais para qualquer criança, tendo ou não alguma síndrome.”- define o Odontopediatra Dr. Alexandre Rabboni.

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Dr. Aranha pontua algumas das característica físicas da Síndrome de Down:

  • linha contínua na palma das mãos,
  • o dedo mínimo um pouco menor,
  • os olhos amendoados e um pouco deslocados,
  • a posição das orelhas que também muda um pouco.

E também chama atenção, para outros pontos muito importantes que devem ser considerados na orientação aos pais e cuidadores:

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  • Flacidez da musculatura em geral – provoca uma dificuldade maior na mastigação, deglutição e da própria digestão. Além de uma conquista mais tardia dos movimentos como engatinhar, andar e falar.
  • Tendência maior a obesidadedevido a dificuldade em digerir e também facilidade de absorção dos alimentos – desta forma uma boa orientação e condução alimentar desde o nascimento, pode ajudar.
  • Tendência ao envelhecimento precoce – devido a predisposição na produção de radicais livres pelo próprio organismo.
  • Tendência maior a infecções e problemas cardíacos  – que devem ser estudados caso a caso, mas que necessita atenção e também podem ser auxiliados pela alimentação.

Desta forma, uma boa orientação da dieta da mãe desde a gestação, estímulo, apoio e incentivo ao aleitamento materno e em seguida, uma conduta adequada na escolha dos alimentos e no preparo das refeições, ajuda muito no desenvolvimento mais saudável com conquistas promissoras para o seu futuro.

O cardápio da mamãe, bebê e criança deve ser ricos em fibra, vitaminas, nutrientes e outros componentes essenciais como zinco e selênio contidos nas castanhas em geral, para auxiliar em seus pontos mais delicados como mostra o vídeo abaixo. Devem também, ficar longe de alimentos muito calóricos e pobres em nutrientes – como por exemplo a batata – auxiliando na prevenção da obesidade.

Assista neste vídeo, dicas esclarecedoras do Dr. Aranha, para uma dieta adequada de crianças com deficiência intelectual e/ou Síndrome de Down.

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=QbIehdKPfKQ[/youtube]

Na área odontológica, as crianças com deficiência intelectual e/ou Síndrome de Down, também têm um perfil diferente de desenvolvimento. Mas ao contrário do que muitos pais pensam, que deve-se facilitar suas conquistas devido às suas dificuldades, o odontopediatra Dr. Alexandre Rabboni explica que é exatamente o contrário:

Quanto mais facilitamos a vida da criança com Síndrome de Down oferecendo apenas alimentos pastosos e líquidos diante de suas dificuldades, mais estaremos impedindo seu desenvolvimento e suas conquistas em relação ao desenvolvimento da fala, bem como o melhor desenvolvimento das arcadas dentárias.

Confira neste vídeo, como os pais e cuidadores devem conduzir.

[youtube width=”500″ height=”344″]https://www.youtube.com/watch?v=ezZDV24rkIs[/youtube]

Se você mamãe, papai, vovó, titio, cuidador ou professor, tem um filho, neto ou em seu convívio uma criança com deficiência intelectual e/ou Síndrome de Down, dedique-se a conhecê-la, compreendê-la e apoiá-la, mas não em ajudá-la demais a ponto de não permiti-la chegar aonde pode, deve e merece!

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21 de jan, 2016
3 Comentários
3 Comentários em "Conheça a dieta e estímulos ideais para crianças com deficiência intelectual e/ou Síndrome de Down"
  1. Danielle   24 de jan, 2016 - 10:15

    Nossa!!! Que incrível!!! Adorei o post!!!!
    ????????????

  2. Vanessa   26 de jan, 2016 - 09:38

    Olá! Muito legal e interessante a matéria. Mas para ela ficar correta e completa, você tem que arrumar a nomenclatura correta dela. Não chamamos de portadores da síndrome. São pessoas com deficiência intelectual e/ou Síndrome de Down.
    A nomenclatura correta é esta! Não se fala e nem se escreve portadores mais. ;)
    Beijos

    • Juliana Avella   26 de jan, 2016 - 14:28

      Olá Vanessa, que bom que você gostou da matéria, fico muito feliz!
      Desenvolvemos realmente com muito carinho e de fato, em meus estudos, não ficou clara esta nova nomenclatura. Por isso agradeço imensamente sua mensagem e este erro já foi corrigido, veja lá!
      Obrigada de coração. Aproveito a oportunidade para conhecer mais meus seguidores, de onde você escreve? Como conheceu o blog? Me conte um pouco sobre seu (seus) filho (os). Um Beijo muito carinhoso

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