"O alívio imediato pode ser o perigo disfarçado. "
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O PERIGO do Paracetamol e do Ibuprofeno. Conheça as principais razões para evitá-los.

01 de maio, 2018 - Postado por Juliana Avella

Depois que escrevi meu post sobre o porquê não dou remédio para baixar a febre dos meus filhos, recebi inúmeras mensagens questionando, complementando e pedindo mais informações sobre minhas decisões, uma vez que embasei em meu post (leia aqui A febre, o melhor remédio) nos pontos comportamentais e porque não dizer, espirituais e inconscientes to estado febril.

Mas recentemente, em meus estudos sobre Nutrição e Medicina Holística aqui no Canadá, me deparei com uma explicação detalhada e muito coerente sobre os danos físicos que os medicamentos “indicados” para baixar a febre podem causar no organismo, por isso é meu prazer e meu dever compartilhar mais esta informação com vocês. Se achar útil por favor, deixe seu comentário e passe adiante.

Gostaria de antes de mais nada, esclarecer que este post é fornecido apenas para fins informativos e não constitui aconselhamento médico.

Esta publicação foi baseada em um informe detalhado da médica Dra.ERIKA KRUMBECK, Naturopata, fundadora e proprietária da Montana Whole Health. Ela recebeu seu doutorado em Medicina Naturopática da Universidade Bastyr e é médica licenciada no estado de Montana, EUA.  Onde ela explica em seu portal www.naturopathicpediatrics.com, por que dizer “NÃO” ao paracetamol e ao ibuprofeno.

Por que você deve evitar paracetamol? Porque ele elimina a glutationa.

A glutationa é o antioxidante endógeno mais importante do corpo. Tenho certeza que você já ouviu falar de antioxidantes – mas vamos analisar um pouco da bioquímica para entender por que eles são tão importantes.

“Oxidação” é um processo normal no corpo que acontece quando usamos oxigênio para criar energia para a célula. O subproduto da oxidação é a criação de “radicais livres”, que são moléculas instáveis. Os radicais livres são “ruins” porque podem danificar o DNA da célula, potencialmente causando mutações permanentes. O corpo usa anti-oxidantes para “eliminar” os radicais livres, neutralizando-os para que eles não possam danificar o DNA ou qualquer outra parte da célula.

A glutationa é uma molécula que contém enxofre que pode absorver o impacto de muitos desses radicais livres. Depois de absorver um radical livre, ela precisa ser convertida de volta à forma ativa. (calma não desista da leitura, eu vou chegar lá) Quando o corpo toma um grande “golpe” oxidativo, ele causa depredação de glutationa ativa. O resultado é muito, muito e muito dano oxidativo.

A glutationa é especialmente importante porque é ativa no cérebro, ao contrário da maioria dos outros antioxidantes. Você pode imaginar o que aconteceria se você esgotar a glutationa no cérebro? Você acaba causando dano oxidativo,  inflamação e lesão cerebral.
Então adivinhe qual é o medicamento bem conhecido por acabar com a glutationa? Você adivinhou, paracetamol (Tylenol).

AUTISMO X PARACETAMOL: O paracetamol pode também estar relacionado ao desenvolvimento do autismo e transtornos do espectro autista (vou abreviar TEA a partir de agora), em crianças geneticamente suscetíveis a aos TEA.

Para esta relação, há um grande número de dados sobre glutationa e TEA – ao ponto em que os níveis de glutationa e enzimas envolvidos na produção de glutationa poderiam realmente prever o TEA. Isso faz muito sentido, pelo que sabemos sobre o dano oxidativo no cérebro.  Muitas crianças com TEA têm transulfuração e metilação deficientes – elas não podem produzir glutationa e, pior ainda, não podem ativar muitos neurotransmissores no cérebro.

Portanto, é por isso que o Tylenol (paracetamol) pode desencadear autismo em crianças geneticamente suscetíveis. Por favor, NÃO ME ENTENDA ASSIM –  que toda criança que recebe Tylenol desenvolverá autismo. E NEM toda criança que tem o gene e ingere Tylenol vai ter autismo! Acredito que o desenvolvimento de TEA é uma combinação de genes e dados ambientais – basicamente, você deve ser geneticamente predisposto e depois exposto a uma infinidade de coisas que destroem a glutationa.

O ponto fundamento deste post é: evite paracetamol. Não dê paracetamol antes ou depois da vacinação do seu filho por medo dele ficar com febre ou sentir dor. O medicamento administrado muitas vezes desnecessariamente, não só pode desencadear o autismo, mas também está ligado a uma diminuição da resposta imune à vacina.

Além de ser conhecido por eliminar a glutationa, overdoses de Tylenol (que ocorrem em doses extraordinariamente baixas em comparação com outros medicamentos, por sinal) causam danos massivos ao fígado e isso está relacionado ao modo como é processado no fígado – o produto químico ao qual é convertido requer uma enorme quantidade de glutationa para torná-lo menos tóxico. O paracetamol conhecido também como acetaminofeno, na verdade, é a causa número 1 de insuficiência hepática no Reino Unido e a segunda causa mais comum nos EUA.

À esta altura, muitos pais me perguntam: “ok, então eu posso dar ibuprofeno?”  Dra. Erika não recomenda simplesmente substituir o paracetamol por ibuprofeno.

Ibuprofeno (Alivium), naproxeno (Flanax) e aspirina (AS) são todos considerados anti-inflamatórios não-esteróides ou AINEs para abreviar. Dizemos “Não-esteróides” porque eles não bloqueiam completamente a ação inflamatória, como os corticosteróides (prednisona ou hidrocortisona). Os esteróides bloqueiam as vias da ciclo-oxigenase (o que leva a dor e inflamação) e a via da lipoxigenase (que leva à broncoconstrição e ataques de asma).

Os AINEs bloqueiam apenas a via da ciclooxigenase, que algumas vezes acaba desviando a resposta inflamatória para a via da lipoxigenase, levando à broncoconstrição e exacerbação ou desencadeamento da asma. Resumindo: os AINEs podem causar ataques de asma!

Todos os AINEs podem contribuir para a formação de úlcera gástrica e podem causar danos nos rins (geralmente quando tomados por um longo período de tempo). Os AINEs também podem causar elevação das enzimas hepáticas em indivíduos suscetíveis, o que é um indicador de dano hepático. Os AINEs têm sido associados à anemia e são conhecidos por prolongar o tempo de hemorragia e prevenir a formação de plaquetas (o início de um coágulo sanguíneo). É por isso que muitas pessoas tomam aspirina para prevenir um ataque cardíaco.

Resumindo: Os AINEs, incluindo o ibuprofeno, podem causar úlceras gástricas, danos no fígado, danos nos rins, anemia, problemas de coagulação do sangue e desencadear ataques de asma. Com certeza, a maioria deles é muito rara, mas se não for absolutamente necessário, você não deve dar ao seu filho analgésicos ou redutores de febre de qualquer maneira. Lembre-se de que a aspirina nunca deve ser administrada a crianças porque raramente pode causar uma doença fatal chamada síndrome de Reye.

Recomendações profissionais da naturopata:

• A febre é normal em crianças com mais de 3 meses de idade (antes dos 3
meses qualquer febre significativa deve ser verificada no consultório de um médico). Você não precisa “quebrar” uma febre com paracetamol, ibuprofeno ou mesmo ervas se a febre estiver entre 37.7º ate 40º. Use apenas ervas para diminuir a febre quando a criança estiver desconfortável ou a febre não baixar sozinha.

Lembre-se que a febre significa que o sistema imunológico está funcionando!

• Febres acima de 40º devem ser verificadas por um médico (pelo menos, uma ligação). Lembre-se que 40º se refere a uma temperatura medida pela boca.
Qualquer criança que está apática, letárgica, não responsiva, tem dores de cabeça fortes ou rigidez de nuca, deve ser vista no consultório de um médico no mesmo dia. Lembre-se que não é o número no termômetro que importa, mas sim como o filho aparenta-se doente.

A dor é uma resposta normal ao trauma. Lembre-se que a dor é o sinal de que uma resposta inflamatória está ocorrendo no tecido. Esta é uma inflamação apropriada! Em nossa cultura com medo da dor, subestimamos a capacidade do nosso corpo de lidar com a dor. Dito isso, lembre-se de que existe uma diferença entre dor e sofrimento. Nenhuma criança deveria sofrer.

• Salve analgésicos farmacêuticos (ibuprofeno e paracetamol) para o último recurso – geralmente a 2ª ou 3ª noite sem dormir, onde a família já esta exausta. Dose apenas uma vez, depois continue com analgésicos à base de plantas (post em breve).


Nunca dê ao seu filho ibuprofeno ou Tylenol, porque você acha que eles podem estar com dor ou na fase de dentição. Eu vejo pais fazendo muito isso – lembre-se que o comportamento infantil pode mudar por muitas razões, a dentição é apenas uma delas. Atenda às necessidades básicas do seu filho (alimentação, sono, conforto, validando suas emoções) antes de medicá-las.

• Para outros tipos de dor, recomendo sempre encontrar a causa subjacente. As dores crescentes são frequentemente atenuadas pela suplementação de cálcio e magnésio (consulte primeiro o médico do seu filho). Contusões podem ser aliviados por compressas mornas ou banhos de sal. Cortes e arranhões (se pequenos) podem ser aliviados por uma pomada de ervas curativas.

O mais importante sobretudo é o bom senso e a utilização da informação. Se sabemos que existem razões para evitar tais medicamento, motivos para deixar a febre agir e ferramentas naturais para lhe dar com isso, não faz sentido colocar a saude de nossos pequenos em risco concorda?

01 de maio, 2018
1 Comentário
1 Comentário em "O PERIGO do Paracetamol e do Ibuprofeno. Conheça as principais razões para evitá-los."
  1. Claudia Garbini   01 de maio, 2018 - 20:46

    Muito útil e beeeem explicadinho…Valeu!

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